sábado, 28 de julho de 2012

Oceano Finito


Já há muito tempo que o não fazia, não sentia necessidade. Andava tudo num mundo de descontracção, sem planos arrojados! Vivia-se sem tremores, ou talvez não. Talvez numa ilusão de que iria ser tudo a andar pelas ondas calmas de um oceano sem fim. Mas todas as ondas de um oceano choram numa praia algures, ou chocando contra afiados rochedos que as esmagam numa maresia saudável. Talvez o lema seja este, ir chorando em praias finitas ou chocando em rochedos e transformar-me numa maresia saudável. E enquanto ando pelas calmas ondas lá vou sorrindo e esquecendo os tremores que me preencheram durante anos! Faço-o agora porque choquei em rochedos afiados, escrevo agora porque poderia até chorar numa praia algures, mas não…! Pior ainda… choquei em rochedos afiados e continuei a chocar sentindo-me feliz, e sinto-me feliz a chocar lá. Podem até sofrer erosão e acomodarem-se às minhas ondas, mas dói tanto! E esta merda de dor que me faz feliz, este coração bronco que se não desfaz… Podem até os rochedos ficar mais afiados, pois se tornará ainda mais bronco o meu coração… e mais calmas as minhas ondas! Porque é ali que quero ser feliz, não é chorar numa praia algures e morrer por entre grãos finos de areia pálida. 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Bem Hajas Liberdade

Uma coisa que me deixou na duvida…

Serei eu?!

Serão os outros?!

Estarei num erro sem volta ou ida,

Ou num paradigma seu

Carregado de monstros?!


Tenho vindo a aprender!

Sem mágoa…

Aqui jaz um coração a arder

Banhado de benta água.


Graças! Graças a ela se não perde

O coração que luta e pula para fora,

Muitas vezes sem voltar, e não herde

Uma única maldita hora.


Roda luz e chama, atormenta-me

E tenta deitar-me!

Estarei sempre de pé,

Maldita esta fé!


Sempre preso a ti,

Pensamentos e melancolias!

Sonhos a que me prometi

E que nunca merecias!


Hoje conseguiste e perdeste…

Deitei-me e escrevi,

Tombaste e ergueste

O que nunca consegui.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Uns passam... outros ficam!

Existem pessoas que me passam ao lado…
Outras que passam e metem conversa…
Outras que passam e deitam um bom dia abafado…
Outras que passam de cara adversa!

Existem amigos que passam com pressa…
Outros que passam e perguntam se estou bom…
Outros que passam e não me interessa…
Outros que passam e deitam um som!

Existem amigos que não passam… Ficam!
Amigos tenho muitos, mas dos que ficam são poucos.
São esses que a vida me adocicam,
Não aqueles que passam moucos.

Tenho também amigos que pouco conheço,
Mas que procuram ficar.
Por eles tenho muito apreço,
Porque nunca os vou abdicar.

Pouco te conheço, e muito te quero conhecer.
Quero ser o amigo que a vida te clarifica.
Quero ser o amigo que sempre te vai defender.
Não quero que passes. Fica!

terça-feira, 22 de março de 2011

Tô Nem Ai

Tenho vivido de problemas…
Importado com tudo à minha volta.
Encostado a cantos riscando esquemas.
Murros que o ego nunca solta.

Vi-me ao espelho e abri o computador…
Escrevo a pensar na vida que tive e tenho,
Naquela que poderei nunca ter.
Tudo o que me olha… olha-me com dor.
Dor que nunca abstenho,
Mas que queria não ver.

Fazem-me desistir magoado, sem esperança
Viro a onda de “cabeça sempre cheia”.
Chegou a arte do “Tô nem ai”, para pender a balança
E desligar muita coisa alheia.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mar de Banalismos

Passado horas a fio, olhando uma infinidade de teclas e um ecrã em branco, percebi que hoje não é dia para escrever…

É dia de olhar sentimentos.
É noite de limpar lágrimas.
É hora de juntar momentos
E lutar por eles em esgrimas!

Pensando na necessidade de receber um abraço, de receber um carinho com choro de alegria por ter amigos que me lembram! Ou por outros que me esquecem…

Se me esquecem
Não me merecem.
A vitória começa na desistência
Dum adversário sem consistência.

Esquecendo as derrotas que me fizeram forte, vendo agora tácticas e manhas de desenlace a palavras e acções frias que me dão pessoas mais chegadas…

Tão frias que me gelam
Continuarei sem perceber
Porque me melam
Tais palavras que só saem a perder!

Continuando ainda a melar a inexistência de palavras dóceis que possuis mas tens medo de largar…

Não entendo tanto orgulho
Em não mostrar sentimentalismos.
A vida é um mergulho
Num mar de banalismos!

Mas tantas vezes que me espetei de cabeça no fundo, sem arrependimentos porque abusos há em todo o lado e é com feridas que encontramos o limite…

Precisava tanto de bater com a cabeça agora…
Ou de vir ao cimo e nadar.
Mas para uma ou outra ainda não é hora.
De tanto esperar ainda acabo por me afundar.

Enquanto ando por ali às voltas lá me vão mandando uma ou outra bóia salva-vidas, vou-me aguentando…

Já há terra à vista.
Mas está tão longe a conquista!
Enquanto não chegar
Só me resta nadar!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Gritos Mudos

Tantas coisas ficam por dizer…
Tantas coisas ficam por saber…
Ando no incerto, na confusão,
Sinto perder a minha armação!
Tantas coisas ficam por conhecer…
Tantas coisas ficam por temer…
Poucas coisas em mão,
Muitas na mente em vão!

Procurando um trilho,
Num imenso campo de milho
Isento de vida e harmonia,
Que outrora conhecia.

Quanto mais desabafo
Mais me abafo.
Quanto mais canto
Menos encanto.

Gritar por ai fora,
Onde ninguém mora!
Mente cheia de ira
Que o coração não mira.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Vocês Fazem-me Viver

Caí no escuro…
Mas depressa o sol apareceu.
Derrubaram-me o muro,
Que antes me esmoreceu.

Vejo o outro lado,
Onde me esperam.
Lancei o dado
Para onde me esmeram.

Do outro lado de braços abertos
Preparados para me abraçar.
Não como os deste lado espertos
Que me tentam tramar.

Ando sobre o muro despedaçado
Para me juntar à minha equipa.
Tempo desperdiçado
Onde a tristeza participa.

Agora que cheguei
Aos meus cúmplices,
Para sempre lutarei
Ao seu lado sem aldrabices.

Tanta cara nova…
Tanto riso, tanta diversão.
Tanta gente que aprova
Uma grande união.

Agora espero que os penosos,
Que o muro construíram,
Se tornem invejosos!
Porque antes só fingiram.

Viva os amigos, que são tudo…
Que deram voz ao meu coração mudo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Excelentíssima Veterana Ana Sofia

Quando pensei
Que não havia solução
Para tudo aquilo que passei,
Surge uma nova ovação.

Farto do que tinha e do que não tinha,
Onde coisa nenhuma era minha.
Agora tenho o espírito…
Tenho o orgulho explícito.

Orgulho por estar aqui,
Por te ter a ti,
Por novas caras conhecer
E a vida académica viver.

Pulei finalmente a barra!
Falta caminhar
E soltar a amarra
Que me faz lutar.

Caminhar com o teu empurrão,
Com os teus puxões de orelhas.
Correr na ordem do coração
E rir das maluqueiras que emparelhas.

Como é bom uma nova vida atingir
E conhecer alguém que me segura,
Nunca me deixando no precipício cair.
Quero que sejas a minha armadura!

É por ti que quero ser baptizado.
És tu que me safas do mau caminho,
És tu que ficas a cair e eu embezerrado,
Mas contigo nunca ficarei sozinho.

É esta a fase em que a vida
Melhor ou pior nos encaminha.
Parte dela ficará cumprida
Se aceitares ser minha madrinha…!

domingo, 22 de agosto de 2010

Sinto Falta de Mim

Quantas mais derrotas padecerão neste paraíso?! Quantos mais coices sentirei na minha forma de ser?! Desejava levantar todas as injustiças que me esmagaram o bem agir, o querer ajudar. Mostrar ao paraíso que afinal não é assim tão colorido… tem tanto de preto como de verde e azul! Mostrar às pessoas que a primeira impressão é a mais errada, o que está a ser esmagado durante uma amizade é a maior verdade. Uma grande amizade só se constrói quando se espreita por baixo das injustiças, por mais tarde que for, estará lá sempre o que foi esmagado. Nunca perderei a esperança de que um dia me libertarão, e ganhe forma novamente perante bons amigos. Alguns já me encontraram como nunca me encontrei, esses sim estão agarrados a mim, como um nó cego emaranhado em cumplicidade. Sentia falta de alguém que me transmitisse o poder de saltar obstáculos sem neles tropeçar. Sinto falta de mim.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Caderno Camuflado

Traçando linhas
Num velho caderno vazio.
Folhas só minhas
Que o passado nunca viu.

Linhas que me endireitam a vida.
Caderno com teias e pó de camuflagem.
Escrita nunca conseguida
Onde as derrotas não agem.

Texto sem início,
Porque nele apenas se aprende.
É onde começa o vício
Que a tudo se prende.

Texto sem fim,
Porque nele apenas se desconhece.
É onde tudo cheira a jasmim
E nunca amanhece.

É no meio que moram os objectivos…
As maiores derrotas e vitórias.
É onde nos tornamos cativos
E alimentamos memórias.

Memórias que voarão no desconhecimento,
Quando o objectivo são os objectivos dos entes.
Agora traço linhas no conhecimento…
Para daqui a pouco escrever vitórias e derrotas consequentes.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Falta de Tempo

Falta de tempo!
Falta de espaço!
Este passatempo
Que nunca passo.

Falta tempo ao tempo.
Falta tempo ao espaço.
Maldito contratempo
Que se torna cansaço.

Tanto para fazer.
Tanto para gritar…
Tento esquecer
Olhando as horas passar.

Avançar no horizonte.
Avançar até à paz.
Infinita ponte
Que me faz não ser capaz.

Aprender a dizer não.
Aprender a dizer sim.
Esquecer o não sei, senão
Não sei assim.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Arte de Amar

Tudo o resto se desliga…
Olhar paralisante.
Sorriso que se espiga
Num momento ofegante.

Procura infinita.
Um único pensamento,
Que o coração imita
Como seu mantimento.

Implorando retribuição
E simetria de sentimentos.
Construindo uma paixão
E avistar seguimentos.

Troca de palavras afáveis
Vasculhando traços faciais.
Pico de cumplicidades amáveis
Esquecendo passados artificiais.

Cara-a-cara envergonhado
Num dia perfeito,
Mesmo céu nublado
O sol raie no peito.

Vão desaparecendo as reticências
Por entre a mútua necessidade.
Floram obstáculos nas consequências
Do limite da amizade.

O amor ultrapassa-os com facilidade.
São as suas lágrimas que abrem o cofre
Da aceitação da sociedade.
Porque quem ama sofre!

Pico de alegria e devoção:
Pés que flutuam… coração
Que acelera e se entrega por inteiro…
Pensamentos que giram como um ponteiro.

Lábios nos lábios,
Toques sábios.
Sorriso escondido antes
Por uns olhos brilhantes.

E no auge do amor,
É hora de dar o nosso calor.
Momentos de prazer
Que nunca iremos esquecer.

Suor emocional.
Toque especial.
Tempo sem hora,
Sem mundo lá fora.

É a junção do amor,
Do prazer em ardor.
Não a banalidade
De o fazer sem amabilidade.

Simplesmente porque sim
E porque muita gente faz assim…
É errado! Sem o coração
É apenas por diversão!

O amor não é cultural,
É um sentimento natural.
Culturais são as formas de o conseguir
E de o fazer progredir.

O que será mais belo?
Sair, olhar, sorrir
E entrar em diversão?!
Ou criar um elo
De amor, que vai unir
O prazer com o coração?!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Existem mais estações!

A vida é como um comboio raptado!
Anda descontrolado e pára quando calha.
Na viagem estás atado, mas na paragem és desatado
Podendo então reflectir no que falha.

Não é altura para chorar…
Lamentando porque não segue
Viagem o comboio até ao fim sem parar.
Sem paragens a vida não se consegue.

È altura de pensar no certo e no errado
E colocar o comboio para a frente.
Sendo ele mesmo descontrolado
Estar pronto para um obstáculo consequente.

O comboio não anda sempre em viagem!
Ás vezes precisa de reparações.
Esta é apenas uma paragem…
Existem mais estações!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

De frente ou de costas, continuaremos a caminhar…!

De que vale o dia-a-dia remoer?!
Prendendo toda a beleza
Que possui o viver
E cair na tristeza.

Valerá mais a pena caminhar
Enfrentando os problemas?
Ou as costas virar
E continuar sem esquemas?!

Há momentos na vida em que precisamos
Virar costas e fechar os olhos...
Assim não sentimos pelo que passamos,
Mas os riscos são aos molhos.

É ai que aumenta a adrenalina,
Que move a nossa diversão.
E ao virar a esquina
Encontra-se, para os problemas, a resolução!

Altura depois de olhar em frente.
Lutar novamente pelas nossas metas
E enfrentar um obstáculo consequente,
Mantendo más recordações quietas.

É sempre bom avaliar todas as propostas
E mesmo que corra mal nunca vacilar.
De frente ou de costas,
Continuaremos a caminhar…!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Rua Estreita

Saber no tanto que o mundo nos oferece.
Saber no tanto que desperdiçamos
E só ganha quem menos merece.
Aquilo que perdemos e não conquistamos.

Como correr descalço,
Ás escuras numa rua estreita.
Como ver o que não calço
E passar despercebido por quem espreita.

Viver é assim, perfurando o infinito
Tentando perceber o porquê,
Desfazer o mito
E crescer à mercê.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Explica-me Porquê...

Certas pessoas dizem
Que só escreves poemas tristes.
Mas as tuas emoções contradizem
Aquilo que pensavas enquanto riste!

Dizes bem! Como consigo escrever
Alegrias se elas escasseiam
A cada dia que passa a correr?!!
Escrevo alegrias enquanto elas se incendeiam?

Mas tu és alegre e estás sempre a brincar,
Porque dizes que só vês tristezas?!
Eu vejo sempre os teus olhos a brilhar
E esperança eterna lá nas profundezas.

Sabes?! O essencial é invisível aos olhos.
O meu lema é animar o meu redor.
Boas caras?! Existem aos molhos.
Carrego um passado cheio de dor.

Lá estás tu com as tuas lamúrias
De coitadinho sempre a sofrer.
Eu sempre pensei que forte serias
E agora dá-te para esmorecer?!

Mas eu não ando a sofrer.
Eu serei sempre forte e lutador.
Estou numa fase em que escrever
Me faz desabafar toda a passada dor.

Porque não sais
E desabafas com aqueles
Teus amigos especiais?
Retira coisas boas deles!

Eu prefiro usar as teclas para desabafar
As coisas tristes da vida.
Com os amigos, para os animar,
Partilho as alegrias e penso em missão cumprida.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Do Zero ao Nulo

Depois ainda
Um futuro incerto,
Onde tudo finda
E nada é certo.

Como querer
E nunca poder,
Nem saber
Como vamos ser.

Restam sonhos…
Em tudo medonhos
Por não saber o que virá
E pensar no que para trás ficará.

A vida é incerta…
Como a lotaria.
Não sabemos a chave certa
Nem o que virá no próximo dia.

Cruzamentos passados.
Direcção correcta?
Momentos conquistados
Desejando estrada recta.

Há que sonhar
E caminhar,
Sem para trás olhar.
É na frente que se vê o luar.

Infinitas lutas.
Vitórias e derrotas.
Aprendizagens ocultas
Que dão as falhas devotas.

Nascer a zero
E crescer aprendendo.
Morrer com conhecimento mero
E tudo saber querendo.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Jogo Inútil

Estou fraco! Não consigo reagir

A uma complicação que possa surgir.

Como ter um caderno e saber escrever.

Mas não ter caneta para o tornar útil.

Tenho jogado tanto à defesa para não perder

Mas sem ataque o jogo torna-se inútil.

Rumo sem direcção

Com medo!

Cheio de facadas

Dadas por um ou outro enredo.

Crenças falhadas!

Sonhos corrompidos!

Sentimentos despidos

Que me metem nu de olhares,

De sorrisos partilhados.

Tentando juntar mares

E dar abraços perfilhados.


Não luto mais. Desisto!

Eu sei que sou forte,

Mas estou farto disto.

Como que chegassem à morte,

Os sentimentos

Que outrora eram mantimentos!

Defesa impenetrável

Que parece esta nudez!

Protecção imprestável

Que me fez perder este jogo de xadrez.


Procuro por mim!

Por um cheiro que me guie

Até ao perfume de jasmim,

Que deste dilema me desvie.

Nas costas estão sorrisos

Onde nunca avistava avisos.

No peito vejo derrotas

Onde tudo me parece destorcido,

E as detrás vitórias devotas

Que agora me tornaram um vencido.

Segundos Grosseiros

Sinto-me perdido por entre os ponteiros

De um relógio confuso, absurdo.

Minutos cheios de segundos grosseiros…

Badaladas que provocam um som surdo.


Deixo-me andar procurando por mim.

Ou por algo que me complete

E o meu relógio concerte:

Organizando um sem fim

De emaranhadas

Rodas dentadas.


Olho para trás e vejo enaltecedores

Momentos de alegria, de vitórias.

Já foram… os tempos vencedores,

Em que o relógio era atómico

E não dava horas tardias,

Nem fazia de mim acrómico.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Quebrar Rotinas

Actos ou hábitos
Julgados por momentos súbitos.
Manha de outrora
Que provoca a realidade que chora.

Sinto que atingi tudo, tenho muito e não preciso de mais.
Sinto-me nada, apenas preciso trocar.
Necessidade de caras novas, tenho lembranças demais,
Todas aquelas vivências e rotinas velhas quebrar.

Preciso fugir e caminhar pelo infinito de pensamentos.
Encontrar uma berma repleta de entendimentos
Que proclamem luta. Lutar é a chave do futuro!
Não são as rotinas que nos fazem sair de um momento escuro.

Apenas vivo! Sobrevivo e fujo de tudo o resto…
Cansaço de mim, do meu mundo.
Máscaras de rostos e mentes que em mim infesto,
Para passar este eu em nada facundo.

sábado, 3 de outubro de 2009

Momentos...

Momentos difíceis,
Medos fáceis.
Momento gritante
Em que sinto vitória distante.

Amor ao longe numa longitude
Desconhecida, latitude
Que procuro em mim
Numa complicação sem fim!

Vivendo numa confusão de estradas:
Pontes, cruzamentos e entrecruzadas
Situações que prefiro não conhecer,
Para não ter de as esquecer.

Tentando emoções distinguir,
Sem nunca algumas delas tentar sentir,
Porque já as senti e não quero voltar a ver
O que nunca esperei viver.

Será tão difícil pensar e agir
Sem que medos e complicações possam surgir?
Pergunta retórica a que todos sabem resposta,
Mas mesmo assim tentando a mudança ser imposta.

É complicado sonhar, amar, conquistar,
Reconquistar e estruturar o que ficou por elaborar,
Sem nunca sofrer e momentos passados esquecer,
Aqueles em que aprendemos e voltamos sempre a aprender!

Passado sofredor,
Pensando em amor,
E diferentemente na dor
Que momentos certos me fez pensador.

Quero fugir,
Quero surgir!
Quero voltar a crescer,
Sem viver horas, dias, meses… que me fizeram sofrer!

Ilha feliz, distante,
Que condiz com vida
Quieta e querida,
Repleta e constante!

Lágrimas incapacitadas
Por capacidades
Nunca equipadas
Por felicidades!

Luta… como o grande sentimento
Me segreda… mantimento
Para seguir a minha rota,
Sem uma única derrota!

Sem reflexões,
Dor de cabeça,
Emoções
Dizendo para que tudo esqueça.

Vejo-me aqui mas sinto-me ali…

Vontade de seguir, de lutar.

Forças acabam por medos que sempre ficam…


Preciso de tudo!
Preciso de ficar cego, surdo e mudo!
Ir para Marte,
E amar-te!

Chega…! Chega de nada!
Deixem-me…! Deixem-me lutar numa guerra tramada!
Ninguém pensa o que eu sei…!
Ninguém liga ao que eu lutei…!

Dói-me direita parte ao peito
Que eu levo muito a preceito.
Leve pensamento seguidor,
Lindo, cego e voador.

Medos? Sim.
Desisto? Não.
Nem por um senão!
Luto até ao fim!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Sabe-se do Passado

È graças ao que passou
Que sei qual a minha vocação.
Muita gente já sufocou
E ficou retido nessa mesma prisão.

É dar sorrisos e fazer crescer
Os meus que descenderão,
Sem nunca os fazer sofrer,
Pois é na alegria que viverão.

Vivi muito sofrimento
Eu e a minha companheira
Que o mundo me deu como alento
E nunca me deixou cair na cegueira.

Sofri por vê-la sofrer,
Sem nunca o pedir!
Cresci por vê-la crescer
Até o sorriso nos atingir.

Sangue do meu sangue,
Amor do meu amor,
Família unida que me segue
Sonho eu em esplendor.

Nada é mais especial
Que ter um amor a nosso lado
Que partilhe o essencial:
Um sorriso na cara estampado.

Desse casal nascem vidas
Que os unem num só coração,
Onde se vêem lembranças nunca esquecidas
Que revivem uma união.

É com essas vidas que sonho
Viver e sempre crescer,
Pois é por elas que não disponho
Tudo aquilo que nunca hei-de esquecer.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Quando Tudo Acabar

Nunca nada irá acabar!
Nós vamos sempre todos sonhar!
Sempre se irá amar
E os momentos vividos relembrar!

Porque eu vivo do presente
Em função do futuro
Para trás apenas existem lembranças consequentes
De um passado puro!

O futuro faz-me sonhar,
O presente faz-me viver,
O passado faz-me lembrar
Coisas que nunca irei esquecer!

É por isso que sempre irei amar
Mesmo depois de “tudo acabar”!

domingo, 28 de junho de 2009

Viver

Ilusão de uma vida feliz,
Ilusão de uma missão cumprida,
Ilusão de que a morte condiz
Com uma luta conseguida!

Conclusões da conclusão
Perdem-se em aflição!
Para que viver nesta ilusão
De que a vida é uma construção?

A vida é obscura de sentidos!
A vida é uma alegoria!
É uma espécie de jogos conseguidos
Onde ninguém nunca chegaria!

Viver de olhos na venda,
De olhos no pragmatismo.
Uma felicidade fundida
Com sabor a sebastianismo!