quinta-feira, 21 de maio de 2009

Seres Temerários

Eloquência de ser facundo!
Querer ser sempre hodierno,
No entanto apenas me afundo
No desgosto eterno!

Num mundo de ergonomias
Tento sempre tencionar!
Misturo tantas demagogias
Sem ter escaninho onde me refugiar!

Escrevo por trechos induzidos
Onde termos são conduzidos,
Apenas por quimera
De que todos se apodera!

Tento obstar a obtenção
Para em todos chamar a atenção!
Tento chegar a uma ilação
E acabar com toda a indução!

Não assisto à maledicência
Daqueles que lutam pela rectidão,
Procurando a tal essência
Transformada na acção!

Amigos

Sem eles quem seria?!
Quem me apoiaria?!
Quem me daria a essencial alegria?!
Quem os olhos me abriria?!

São eles que me apontam os buracos do caminho!
São eles que me colocam o tal sorriso na face,
Me tratam com todo o carinho
E me tiram sempre daquele impasse!

Eu sou um pouco de cada um deles!
Sem essas convivências seria um reles,
Seria um corpo vivo apenas
Cheio de ideias obscenas!

Tenho amigos que a tristeza me tiram,
E com sorrisos me esgueiram,
Os ruins sempre me seguiram,
Mas são esses que me ensinam!

Inimigos não me assustam
Apenas me consumam!
É bom tê-los por perto
São eles que me fazem esperto!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Liberdade de Ser Feliz

O rumo que seguimos!
O que deixamos para trás!
Mas nunca conseguimos
Fazer o que um feliz faz!

Felicidade quem a possui?
Ninguém para ela contribui,
Ninguém a reconhece
Porque a procura a todos entristece!

Não é a tristeza que nos combate
Mas sim a longa procura pela realidade!
Não é a lágrima que nos abate
Mas sim a defesa pela liberdade!

Lutar para quê?
Se acabamos perdendo!
Sangrar lutando porquê?
Se acabamos entristecendo!

Suor sem significado!
Amor inexplicado!
Quero para bem longe fugir
Onde ninguém possa ouvir!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Medo de Tudo

Parte-se o coração!
Choram-se lágrimas em vão!
Pensa-se no que virá
E em como para lá se irá!

Tristeza esta que me consome
Sem saber o futuro
Será bom? Conforme,
É necessário um passado duro!

Irei alcançar objectivos?
Irei ter o pretendido
E momentos de felicidade consecutivos?
Perguntas que me deixam confundido!

Preciso de tudo
Mas não tenho nada,
Tenho amor contudo,
O que me permite dar uma grande passada!

Quem chora aprende,
Quem as lágrimas prende
Não é feliz mas sim inconsciente
E doido certamente!

Este medo de naufragar!
Este medo de não conseguir chegar,
De não conseguir nadar
Por entre este mundo
Cheio de injustiça!
Medo de cair bem fundo
E ficar preso na cobiça!

Luto pelo luar
E pelos oceanos vou caminhar,
Até a outra margem encontrar,
Onde espera a felicidade
E onde eu a encontro com a finalidade
De a conquistar
E de a levar,
Até à pessoa que eu amar!

Sento-me nas derrotas
Para com elas aprender!
Olho para as conquistas devotas
Onde pensei nunca me render!

Lutar para conseguir,
Lutar para conquistar,
Lutar para nunca desistir,
Lutar para sempre amar!

Hoje e sempre penso:
Vou ser forte e nunca fraquejar,
Por mais denso
Que seja esse batalhar!

Pessoas com fome
Morrem na miséria!
Esta tristeza que me consome,
Ninguém liga a coisa tão seria!

Pessoas e animais em sofrimento.
Como podem existir pessoas sem um único bom sentimento?!
Vivemos na corrupção,
Sem existir uma única construção,
De um paredão
Que prenda todas os hipócritas que só pensam em poder
E em erguer
A destruição!

É neste mundo que permaneço?
Vou lutar por um novo começo.
Pôr um fim em mentiras e traições
Que se infiltram nos nossos corações!

Pensar e não poder sorrir
Sempre com medo de cair!
Tenho medo de aqui permanecer
Sem toda a maldade esquecer!