domingo, 28 de junho de 2009

Viver

Ilusão de uma vida feliz,
Ilusão de uma missão cumprida,
Ilusão de que a morte condiz
Com uma luta conseguida!

Conclusões da conclusão
Perdem-se em aflição!
Para que viver nesta ilusão
De que a vida é uma construção?

A vida é obscura de sentidos!
A vida é uma alegoria!
É uma espécie de jogos conseguidos
Onde ninguém nunca chegaria!

Viver de olhos na venda,
De olhos no pragmatismo.
Uma felicidade fundida
Com sabor a sebastianismo!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Viver e… Sonhar

Livre de preocupações.
Sou um ignorante
Que vive a vida sem precipitações
Levando os sonhos avante!

Para quê rebentar a cabeça?!
Se quero é viver
E alegrar a vida essa
Que tanto me faz sofrer.

Divertir-me e fazer divertir!
E quando isso não conseguir,
É hora de me retirar
Deste mundo que muito me faz sonhar!

domingo, 14 de junho de 2009

Venham Eles, Eu Enfrento

Refugio-me em nada
Porque em nada vejo refúgio!
Apenas na tristeza refugiada
Que antes viu a alegria que partiu!

A inveja de outrem em ver felicidade,
A maldade de trocarem a realidade,
Apenas me dão ainda mais força para lutar
E nunca desistir do que quero conquistar!

Venham inimigos, venham invejosos,
Venham todos esses maldosos,
Que me aumentam a vontade e convicção
De mostrar a força do meu coração!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Amizade para sempre (12ºA)

Depois de conhecer pessoas cheias de alegria
Com quem partilhei muitos momentos de folia,
Depois de tantos desabafos partilhados
Onde acabávamos todos abraçados.

Vem a separação
De toda esta união,
Que me fez crescer
E nunca de vocês me esquecer!

Momentos de brincadeira
E de gozo limitado,
Que mantém acesa esta fogueira
De amor partilhado.

Todos diferentes mentalmente
Mas muito iguais sentimentalmente.
Aproximação logo no inicio
Que nos fez unidos desde o principio.

Aprendi o que era a verdadeira amizade
E sei que vou ter muita saudade,
Mas quero que continuemos a nos encontrar,
Para excelentes momentos passados relembrar.

Sinto uma falta de amigos puros
E verdadeiros para desabafar e rir,
Que me tirem de momentos escuros
E me ajudem a divertir!

Lembro-me daqueles momentos de choro,
Que juntaram pessoas mais valiosas que ouro.
Nunca me esquecerei de vocês jamais
E sei que não terei amigos assim nunca mais.

Sou Nada e Sinto-me Tudo

Sinto uma falta de espaço
Num tempo escasso,
Uma tristeza fria
Que toda a preocupação cria.

Sinto uma falta de nada,
Uma dissonância acordada.
Tento ser pragmático
E passar a ser prático.

Sinto-me livre,
Mas estou preso,
Sem ter o calibre
De me tornar coeso.

Nada tenho.
Sou nada e sinto-me tudo.
Tudo penso e tudo engenho,
Mas sei que sempre me iludo.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Estupidez de Mundo

Lutando pouco, Perdendo mais!
Lutando muito, Perdendo mais!
Infinito de marginais
Com possíveis escolhas demais.

Confusão de túneis e pontes,
Levando a todos os horizontes.
O depois infinito e desconhecido
Parecendo que foi esquecido!

Mundo confuso e absurdo,
Complexo e nauseabundo,
Que me torna um ser cego e surdo,
Nunca mudo e vagabundo!

O Gastador de Sonhos

Sonho em sonhar
E com todos os pesadelos acabar!
Sonho em viver
E todas as confusões esquecer!

Medo da chegada
De um gastador de sonhos,
Que destrua a caminhada
Para futuros momentos risonhos!

Medo da partida
De um gerador de sonhos,
Que eleva uma felicidade refundida
E acaba com momentos medonhos!

Se um dia o sonho morrer,
Lutarei para novamente o erguer
E não ser vencido por um pesadelo,
Que me enleia como linhas num novelo!

Tangente ao Texto

Caminho de pontuação
Carregado de vírgulas.
A vida é uma interrogação
Que nos transforma em siglas.

Vergonha escondida por reticências
Que nos carrega de consequências.
Segue-se a exclamação
Iniciando-se com um travessão:

-Luta pela conclusão!
Nunca desistas por um senão!
Apenas devemos desistir pelo sinal
De que chegámos ao ponto final.

Mundo Adormecido

Partes da vida esquecidas.
Mãos acorrentadas
Que me prendem de escrever
E tudo o resto esquecer!

Coisas me envergonham lembrar.
Lembranças manhosas que quero quebrar.
Mas andam sempre à vista
Implorando uma nova conquista!

Felicidade adormecida
Que continuará esquecida.
Lágrima que me abate
E nunca me tira deste contraste.

Quem me dera viver
E voltar a ser outro ser.
Quem me dera sorrir
E acordar conseguir.

Retina de Ilusão
Que nunca me tira da confusão.
Ódio do mundo corrupto
Que me coloca num sofrimento súbito!

O Meu Percurso

Percorro-o à minha maneira,
Faço-o como quero,
Pontapeio as pedras para a sua beira
E se me despisto não desespero!

Não correspondo aos sinais presentes
E ultrapasso os desaires consequentes.
Não me importo com um obstáculo perspicaz
Porque o caminho sou eu quem faz!

Não viro em nenhum cruzamento,
Avante seguindo a minha rota
Até ao programado alento,
Sem aceitar uma única derrota!

Olho em frente,
Nada de outra gente.
Sou o que quiser,
Venha quem vier!