sábado, 3 de outubro de 2009

Momentos...

Momentos difíceis,
Medos fáceis.
Momento gritante
Em que sinto vitória distante.

Amor ao longe numa longitude
Desconhecida, latitude
Que procuro em mim
Numa complicação sem fim!

Vivendo numa confusão de estradas:
Pontes, cruzamentos e entrecruzadas
Situações que prefiro não conhecer,
Para não ter de as esquecer.

Tentando emoções distinguir,
Sem nunca algumas delas tentar sentir,
Porque já as senti e não quero voltar a ver
O que nunca esperei viver.

Será tão difícil pensar e agir
Sem que medos e complicações possam surgir?
Pergunta retórica a que todos sabem resposta,
Mas mesmo assim tentando a mudança ser imposta.

É complicado sonhar, amar, conquistar,
Reconquistar e estruturar o que ficou por elaborar,
Sem nunca sofrer e momentos passados esquecer,
Aqueles em que aprendemos e voltamos sempre a aprender!

Passado sofredor,
Pensando em amor,
E diferentemente na dor
Que momentos certos me fez pensador.

Quero fugir,
Quero surgir!
Quero voltar a crescer,
Sem viver horas, dias, meses… que me fizeram sofrer!

Ilha feliz, distante,
Que condiz com vida
Quieta e querida,
Repleta e constante!

Lágrimas incapacitadas
Por capacidades
Nunca equipadas
Por felicidades!

Luta… como o grande sentimento
Me segreda… mantimento
Para seguir a minha rota,
Sem uma única derrota!

Sem reflexões,
Dor de cabeça,
Emoções
Dizendo para que tudo esqueça.

Vejo-me aqui mas sinto-me ali…

Vontade de seguir, de lutar.

Forças acabam por medos que sempre ficam…


Preciso de tudo!
Preciso de ficar cego, surdo e mudo!
Ir para Marte,
E amar-te!

Chega…! Chega de nada!
Deixem-me…! Deixem-me lutar numa guerra tramada!
Ninguém pensa o que eu sei…!
Ninguém liga ao que eu lutei…!

Dói-me direita parte ao peito
Que eu levo muito a preceito.
Leve pensamento seguidor,
Lindo, cego e voador.

Medos? Sim.
Desisto? Não.
Nem por um senão!
Luto até ao fim!

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