sábado, 5 de dezembro de 2009

Jogo Inútil

Estou fraco! Não consigo reagir

A uma complicação que possa surgir.

Como ter um caderno e saber escrever.

Mas não ter caneta para o tornar útil.

Tenho jogado tanto à defesa para não perder

Mas sem ataque o jogo torna-se inútil.

Rumo sem direcção

Com medo!

Cheio de facadas

Dadas por um ou outro enredo.

Crenças falhadas!

Sonhos corrompidos!

Sentimentos despidos

Que me metem nu de olhares,

De sorrisos partilhados.

Tentando juntar mares

E dar abraços perfilhados.


Não luto mais. Desisto!

Eu sei que sou forte,

Mas estou farto disto.

Como que chegassem à morte,

Os sentimentos

Que outrora eram mantimentos!

Defesa impenetrável

Que parece esta nudez!

Protecção imprestável

Que me fez perder este jogo de xadrez.


Procuro por mim!

Por um cheiro que me guie

Até ao perfume de jasmim,

Que deste dilema me desvie.

Nas costas estão sorrisos

Onde nunca avistava avisos.

No peito vejo derrotas

Onde tudo me parece destorcido,

E as detrás vitórias devotas

Que agora me tornaram um vencido.

Segundos Grosseiros

Sinto-me perdido por entre os ponteiros

De um relógio confuso, absurdo.

Minutos cheios de segundos grosseiros…

Badaladas que provocam um som surdo.


Deixo-me andar procurando por mim.

Ou por algo que me complete

E o meu relógio concerte:

Organizando um sem fim

De emaranhadas

Rodas dentadas.


Olho para trás e vejo enaltecedores

Momentos de alegria, de vitórias.

Já foram… os tempos vencedores,

Em que o relógio era atómico

E não dava horas tardias,

Nem fazia de mim acrómico.