sábado, 5 de dezembro de 2009

Rumo sem direcção

Com medo!

Cheio de facadas

Dadas por um ou outro enredo.

Crenças falhadas!

Sonhos corrompidos!

Sentimentos despidos

Que me metem nu de olhares,

De sorrisos partilhados.

Tentando juntar mares

E dar abraços perfilhados.


Não luto mais. Desisto!

Eu sei que sou forte,

Mas estou farto disto.

Como que chegassem à morte,

Os sentimentos

Que outrora eram mantimentos!

Defesa impenetrável

Que parece esta nudez!

Protecção imprestável

Que me fez perder este jogo de xadrez.


Procuro por mim!

Por um cheiro que me guie

Até ao perfume de jasmim,

Que deste dilema me desvie.

Nas costas estão sorrisos

Onde nunca avistava avisos.

No peito vejo derrotas

Onde tudo me parece destorcido,

E as detrás vitórias devotas

Que agora me tornaram um vencido.

Nenhum comentário:

Postar um comentário