sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Vocês Fazem-me Viver

Caí no escuro…
Mas depressa o sol apareceu.
Derrubaram-me o muro,
Que antes me esmoreceu.

Vejo o outro lado,
Onde me esperam.
Lancei o dado
Para onde me esmeram.

Do outro lado de braços abertos
Preparados para me abraçar.
Não como os deste lado espertos
Que me tentam tramar.

Ando sobre o muro despedaçado
Para me juntar à minha equipa.
Tempo desperdiçado
Onde a tristeza participa.

Agora que cheguei
Aos meus cúmplices,
Para sempre lutarei
Ao seu lado sem aldrabices.

Tanta cara nova…
Tanto riso, tanta diversão.
Tanta gente que aprova
Uma grande união.

Agora espero que os penosos,
Que o muro construíram,
Se tornem invejosos!
Porque antes só fingiram.

Viva os amigos, que são tudo…
Que deram voz ao meu coração mudo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Excelentíssima Veterana Ana Sofia

Quando pensei
Que não havia solução
Para tudo aquilo que passei,
Surge uma nova ovação.

Farto do que tinha e do que não tinha,
Onde coisa nenhuma era minha.
Agora tenho o espírito…
Tenho o orgulho explícito.

Orgulho por estar aqui,
Por te ter a ti,
Por novas caras conhecer
E a vida académica viver.

Pulei finalmente a barra!
Falta caminhar
E soltar a amarra
Que me faz lutar.

Caminhar com o teu empurrão,
Com os teus puxões de orelhas.
Correr na ordem do coração
E rir das maluqueiras que emparelhas.

Como é bom uma nova vida atingir
E conhecer alguém que me segura,
Nunca me deixando no precipício cair.
Quero que sejas a minha armadura!

É por ti que quero ser baptizado.
És tu que me safas do mau caminho,
És tu que ficas a cair e eu embezerrado,
Mas contigo nunca ficarei sozinho.

É esta a fase em que a vida
Melhor ou pior nos encaminha.
Parte dela ficará cumprida
Se aceitares ser minha madrinha…!

domingo, 22 de agosto de 2010

Sinto Falta de Mim

Quantas mais derrotas padecerão neste paraíso?! Quantos mais coices sentirei na minha forma de ser?! Desejava levantar todas as injustiças que me esmagaram o bem agir, o querer ajudar. Mostrar ao paraíso que afinal não é assim tão colorido… tem tanto de preto como de verde e azul! Mostrar às pessoas que a primeira impressão é a mais errada, o que está a ser esmagado durante uma amizade é a maior verdade. Uma grande amizade só se constrói quando se espreita por baixo das injustiças, por mais tarde que for, estará lá sempre o que foi esmagado. Nunca perderei a esperança de que um dia me libertarão, e ganhe forma novamente perante bons amigos. Alguns já me encontraram como nunca me encontrei, esses sim estão agarrados a mim, como um nó cego emaranhado em cumplicidade. Sentia falta de alguém que me transmitisse o poder de saltar obstáculos sem neles tropeçar. Sinto falta de mim.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Caderno Camuflado

Traçando linhas
Num velho caderno vazio.
Folhas só minhas
Que o passado nunca viu.

Linhas que me endireitam a vida.
Caderno com teias e pó de camuflagem.
Escrita nunca conseguida
Onde as derrotas não agem.

Texto sem início,
Porque nele apenas se aprende.
É onde começa o vício
Que a tudo se prende.

Texto sem fim,
Porque nele apenas se desconhece.
É onde tudo cheira a jasmim
E nunca amanhece.

É no meio que moram os objectivos…
As maiores derrotas e vitórias.
É onde nos tornamos cativos
E alimentamos memórias.

Memórias que voarão no desconhecimento,
Quando o objectivo são os objectivos dos entes.
Agora traço linhas no conhecimento…
Para daqui a pouco escrever vitórias e derrotas consequentes.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Falta de Tempo

Falta de tempo!
Falta de espaço!
Este passatempo
Que nunca passo.

Falta tempo ao tempo.
Falta tempo ao espaço.
Maldito contratempo
Que se torna cansaço.

Tanto para fazer.
Tanto para gritar…
Tento esquecer
Olhando as horas passar.

Avançar no horizonte.
Avançar até à paz.
Infinita ponte
Que me faz não ser capaz.

Aprender a dizer não.
Aprender a dizer sim.
Esquecer o não sei, senão
Não sei assim.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Arte de Amar

Tudo o resto se desliga…
Olhar paralisante.
Sorriso que se espiga
Num momento ofegante.

Procura infinita.
Um único pensamento,
Que o coração imita
Como seu mantimento.

Implorando retribuição
E simetria de sentimentos.
Construindo uma paixão
E avistar seguimentos.

Troca de palavras afáveis
Vasculhando traços faciais.
Pico de cumplicidades amáveis
Esquecendo passados artificiais.

Cara-a-cara envergonhado
Num dia perfeito,
Mesmo céu nublado
O sol raie no peito.

Vão desaparecendo as reticências
Por entre a mútua necessidade.
Floram obstáculos nas consequências
Do limite da amizade.

O amor ultrapassa-os com facilidade.
São as suas lágrimas que abrem o cofre
Da aceitação da sociedade.
Porque quem ama sofre!

Pico de alegria e devoção:
Pés que flutuam… coração
Que acelera e se entrega por inteiro…
Pensamentos que giram como um ponteiro.

Lábios nos lábios,
Toques sábios.
Sorriso escondido antes
Por uns olhos brilhantes.

E no auge do amor,
É hora de dar o nosso calor.
Momentos de prazer
Que nunca iremos esquecer.

Suor emocional.
Toque especial.
Tempo sem hora,
Sem mundo lá fora.

É a junção do amor,
Do prazer em ardor.
Não a banalidade
De o fazer sem amabilidade.

Simplesmente porque sim
E porque muita gente faz assim…
É errado! Sem o coração
É apenas por diversão!

O amor não é cultural,
É um sentimento natural.
Culturais são as formas de o conseguir
E de o fazer progredir.

O que será mais belo?
Sair, olhar, sorrir
E entrar em diversão?!
Ou criar um elo
De amor, que vai unir
O prazer com o coração?!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Existem mais estações!

A vida é como um comboio raptado!
Anda descontrolado e pára quando calha.
Na viagem estás atado, mas na paragem és desatado
Podendo então reflectir no que falha.

Não é altura para chorar…
Lamentando porque não segue
Viagem o comboio até ao fim sem parar.
Sem paragens a vida não se consegue.

È altura de pensar no certo e no errado
E colocar o comboio para a frente.
Sendo ele mesmo descontrolado
Estar pronto para um obstáculo consequente.

O comboio não anda sempre em viagem!
Ás vezes precisa de reparações.
Esta é apenas uma paragem…
Existem mais estações!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

De frente ou de costas, continuaremos a caminhar…!

De que vale o dia-a-dia remoer?!
Prendendo toda a beleza
Que possui o viver
E cair na tristeza.

Valerá mais a pena caminhar
Enfrentando os problemas?
Ou as costas virar
E continuar sem esquemas?!

Há momentos na vida em que precisamos
Virar costas e fechar os olhos...
Assim não sentimos pelo que passamos,
Mas os riscos são aos molhos.

É ai que aumenta a adrenalina,
Que move a nossa diversão.
E ao virar a esquina
Encontra-se, para os problemas, a resolução!

Altura depois de olhar em frente.
Lutar novamente pelas nossas metas
E enfrentar um obstáculo consequente,
Mantendo más recordações quietas.

É sempre bom avaliar todas as propostas
E mesmo que corra mal nunca vacilar.
De frente ou de costas,
Continuaremos a caminhar…!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Rua Estreita

Saber no tanto que o mundo nos oferece.
Saber no tanto que desperdiçamos
E só ganha quem menos merece.
Aquilo que perdemos e não conquistamos.

Como correr descalço,
Ás escuras numa rua estreita.
Como ver o que não calço
E passar despercebido por quem espreita.

Viver é assim, perfurando o infinito
Tentando perceber o porquê,
Desfazer o mito
E crescer à mercê.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Explica-me Porquê...

Certas pessoas dizem
Que só escreves poemas tristes.
Mas as tuas emoções contradizem
Aquilo que pensavas enquanto riste!

Dizes bem! Como consigo escrever
Alegrias se elas escasseiam
A cada dia que passa a correr?!!
Escrevo alegrias enquanto elas se incendeiam?

Mas tu és alegre e estás sempre a brincar,
Porque dizes que só vês tristezas?!
Eu vejo sempre os teus olhos a brilhar
E esperança eterna lá nas profundezas.

Sabes?! O essencial é invisível aos olhos.
O meu lema é animar o meu redor.
Boas caras?! Existem aos molhos.
Carrego um passado cheio de dor.

Lá estás tu com as tuas lamúrias
De coitadinho sempre a sofrer.
Eu sempre pensei que forte serias
E agora dá-te para esmorecer?!

Mas eu não ando a sofrer.
Eu serei sempre forte e lutador.
Estou numa fase em que escrever
Me faz desabafar toda a passada dor.

Porque não sais
E desabafas com aqueles
Teus amigos especiais?
Retira coisas boas deles!

Eu prefiro usar as teclas para desabafar
As coisas tristes da vida.
Com os amigos, para os animar,
Partilho as alegrias e penso em missão cumprida.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Do Zero ao Nulo

Depois ainda
Um futuro incerto,
Onde tudo finda
E nada é certo.

Como querer
E nunca poder,
Nem saber
Como vamos ser.

Restam sonhos…
Em tudo medonhos
Por não saber o que virá
E pensar no que para trás ficará.

A vida é incerta…
Como a lotaria.
Não sabemos a chave certa
Nem o que virá no próximo dia.

Cruzamentos passados.
Direcção correcta?
Momentos conquistados
Desejando estrada recta.

Há que sonhar
E caminhar,
Sem para trás olhar.
É na frente que se vê o luar.

Infinitas lutas.
Vitórias e derrotas.
Aprendizagens ocultas
Que dão as falhas devotas.

Nascer a zero
E crescer aprendendo.
Morrer com conhecimento mero
E tudo saber querendo.