quinta-feira, 27 de maio de 2010

Arte de Amar

Tudo o resto se desliga…
Olhar paralisante.
Sorriso que se espiga
Num momento ofegante.

Procura infinita.
Um único pensamento,
Que o coração imita
Como seu mantimento.

Implorando retribuição
E simetria de sentimentos.
Construindo uma paixão
E avistar seguimentos.

Troca de palavras afáveis
Vasculhando traços faciais.
Pico de cumplicidades amáveis
Esquecendo passados artificiais.

Cara-a-cara envergonhado
Num dia perfeito,
Mesmo céu nublado
O sol raie no peito.

Vão desaparecendo as reticências
Por entre a mútua necessidade.
Floram obstáculos nas consequências
Do limite da amizade.

O amor ultrapassa-os com facilidade.
São as suas lágrimas que abrem o cofre
Da aceitação da sociedade.
Porque quem ama sofre!

Pico de alegria e devoção:
Pés que flutuam… coração
Que acelera e se entrega por inteiro…
Pensamentos que giram como um ponteiro.

Lábios nos lábios,
Toques sábios.
Sorriso escondido antes
Por uns olhos brilhantes.

E no auge do amor,
É hora de dar o nosso calor.
Momentos de prazer
Que nunca iremos esquecer.

Suor emocional.
Toque especial.
Tempo sem hora,
Sem mundo lá fora.

É a junção do amor,
Do prazer em ardor.
Não a banalidade
De o fazer sem amabilidade.

Simplesmente porque sim
E porque muita gente faz assim…
É errado! Sem o coração
É apenas por diversão!

O amor não é cultural,
É um sentimento natural.
Culturais são as formas de o conseguir
E de o fazer progredir.

O que será mais belo?
Sair, olhar, sorrir
E entrar em diversão?!
Ou criar um elo
De amor, que vai unir
O prazer com o coração?!

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