domingo, 22 de agosto de 2010

Sinto Falta de Mim

Quantas mais derrotas padecerão neste paraíso?! Quantos mais coices sentirei na minha forma de ser?! Desejava levantar todas as injustiças que me esmagaram o bem agir, o querer ajudar. Mostrar ao paraíso que afinal não é assim tão colorido… tem tanto de preto como de verde e azul! Mostrar às pessoas que a primeira impressão é a mais errada, o que está a ser esmagado durante uma amizade é a maior verdade. Uma grande amizade só se constrói quando se espreita por baixo das injustiças, por mais tarde que for, estará lá sempre o que foi esmagado. Nunca perderei a esperança de que um dia me libertarão, e ganhe forma novamente perante bons amigos. Alguns já me encontraram como nunca me encontrei, esses sim estão agarrados a mim, como um nó cego emaranhado em cumplicidade. Sentia falta de alguém que me transmitisse o poder de saltar obstáculos sem neles tropeçar. Sinto falta de mim.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Caderno Camuflado

Traçando linhas
Num velho caderno vazio.
Folhas só minhas
Que o passado nunca viu.

Linhas que me endireitam a vida.
Caderno com teias e pó de camuflagem.
Escrita nunca conseguida
Onde as derrotas não agem.

Texto sem início,
Porque nele apenas se aprende.
É onde começa o vício
Que a tudo se prende.

Texto sem fim,
Porque nele apenas se desconhece.
É onde tudo cheira a jasmim
E nunca amanhece.

É no meio que moram os objectivos…
As maiores derrotas e vitórias.
É onde nos tornamos cativos
E alimentamos memórias.

Memórias que voarão no desconhecimento,
Quando o objectivo são os objectivos dos entes.
Agora traço linhas no conhecimento…
Para daqui a pouco escrever vitórias e derrotas consequentes.