terça-feira, 1 de novembro de 2011

Uns passam... outros ficam!

Existem pessoas que me passam ao lado…
Outras que passam e metem conversa…
Outras que passam e deitam um bom dia abafado…
Outras que passam de cara adversa!

Existem amigos que passam com pressa…
Outros que passam e perguntam se estou bom…
Outros que passam e não me interessa…
Outros que passam e deitam um som!

Existem amigos que não passam… Ficam!
Amigos tenho muitos, mas dos que ficam são poucos.
São esses que a vida me adocicam,
Não aqueles que passam moucos.

Tenho também amigos que pouco conheço,
Mas que procuram ficar.
Por eles tenho muito apreço,
Porque nunca os vou abdicar.

Pouco te conheço, e muito te quero conhecer.
Quero ser o amigo que a vida te clarifica.
Quero ser o amigo que sempre te vai defender.
Não quero que passes. Fica!

terça-feira, 22 de março de 2011

Tô Nem Ai

Tenho vivido de problemas…
Importado com tudo à minha volta.
Encostado a cantos riscando esquemas.
Murros que o ego nunca solta.

Vi-me ao espelho e abri o computador…
Escrevo a pensar na vida que tive e tenho,
Naquela que poderei nunca ter.
Tudo o que me olha… olha-me com dor.
Dor que nunca abstenho,
Mas que queria não ver.

Fazem-me desistir magoado, sem esperança
Viro a onda de “cabeça sempre cheia”.
Chegou a arte do “Tô nem ai”, para pender a balança
E desligar muita coisa alheia.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mar de Banalismos

Passado horas a fio, olhando uma infinidade de teclas e um ecrã em branco, percebi que hoje não é dia para escrever…

É dia de olhar sentimentos.
É noite de limpar lágrimas.
É hora de juntar momentos
E lutar por eles em esgrimas!

Pensando na necessidade de receber um abraço, de receber um carinho com choro de alegria por ter amigos que me lembram! Ou por outros que me esquecem…

Se me esquecem
Não me merecem.
A vitória começa na desistência
Dum adversário sem consistência.

Esquecendo as derrotas que me fizeram forte, vendo agora tácticas e manhas de desenlace a palavras e acções frias que me dão pessoas mais chegadas…

Tão frias que me gelam
Continuarei sem perceber
Porque me melam
Tais palavras que só saem a perder!

Continuando ainda a melar a inexistência de palavras dóceis que possuis mas tens medo de largar…

Não entendo tanto orgulho
Em não mostrar sentimentalismos.
A vida é um mergulho
Num mar de banalismos!

Mas tantas vezes que me espetei de cabeça no fundo, sem arrependimentos porque abusos há em todo o lado e é com feridas que encontramos o limite…

Precisava tanto de bater com a cabeça agora…
Ou de vir ao cimo e nadar.
Mas para uma ou outra ainda não é hora.
De tanto esperar ainda acabo por me afundar.

Enquanto ando por ali às voltas lá me vão mandando uma ou outra bóia salva-vidas, vou-me aguentando…

Já há terra à vista.
Mas está tão longe a conquista!
Enquanto não chegar
Só me resta nadar!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Gritos Mudos

Tantas coisas ficam por dizer…
Tantas coisas ficam por saber…
Ando no incerto, na confusão,
Sinto perder a minha armação!
Tantas coisas ficam por conhecer…
Tantas coisas ficam por temer…
Poucas coisas em mão,
Muitas na mente em vão!

Procurando um trilho,
Num imenso campo de milho
Isento de vida e harmonia,
Que outrora conhecia.

Quanto mais desabafo
Mais me abafo.
Quanto mais canto
Menos encanto.

Gritar por ai fora,
Onde ninguém mora!
Mente cheia de ira
Que o coração não mira.