quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mar de Banalismos

Passado horas a fio, olhando uma infinidade de teclas e um ecrã em branco, percebi que hoje não é dia para escrever…

É dia de olhar sentimentos.
É noite de limpar lágrimas.
É hora de juntar momentos
E lutar por eles em esgrimas!

Pensando na necessidade de receber um abraço, de receber um carinho com choro de alegria por ter amigos que me lembram! Ou por outros que me esquecem…

Se me esquecem
Não me merecem.
A vitória começa na desistência
Dum adversário sem consistência.

Esquecendo as derrotas que me fizeram forte, vendo agora tácticas e manhas de desenlace a palavras e acções frias que me dão pessoas mais chegadas…

Tão frias que me gelam
Continuarei sem perceber
Porque me melam
Tais palavras que só saem a perder!

Continuando ainda a melar a inexistência de palavras dóceis que possuis mas tens medo de largar…

Não entendo tanto orgulho
Em não mostrar sentimentalismos.
A vida é um mergulho
Num mar de banalismos!

Mas tantas vezes que me espetei de cabeça no fundo, sem arrependimentos porque abusos há em todo o lado e é com feridas que encontramos o limite…

Precisava tanto de bater com a cabeça agora…
Ou de vir ao cimo e nadar.
Mas para uma ou outra ainda não é hora.
De tanto esperar ainda acabo por me afundar.

Enquanto ando por ali às voltas lá me vão mandando uma ou outra bóia salva-vidas, vou-me aguentando…

Já há terra à vista.
Mas está tão longe a conquista!
Enquanto não chegar
Só me resta nadar!

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